Votos Perpétuos das Irmãs Rosângela Maria e Gilvanir

Publicado em 18/12/2013 às 15h33

Paz e Bem no Deus que nos convida a segui-Lo!

No espírito de saudosismo que me cerca, nestes dias, com a publicação de nosso site, partilho com alegria, um pouquinho das belezas da festa da Profissão perpétua de Ir. Gilvanir e eu, ocorrida em 16/03/13, um momento sublime de nossa caminhada vocacional.

Em preparação fizemos um tríduo, nos dias 09 a 11 de março. Para o primeiro e segundo dias, que aconteceram no Seminário, com os tema “Vocação: o que é para que serve” e “Ano da Fé”, foram convidados jovens de duas escolas e também das Paróquias da Santa Cruz e Rio Vermelho e comunidade do Seminário Central. Sinto, para todos os dias, valeu muito mais a qualidade do encontro que a quantidade dos que responderam sim, em média doze pessoas cada dia. No terceiro dia, na Paróquia da Santa Cruz, na Federação, agradecemos o chamado à Vida Consagrada e pedimos mais operários para a messe.

No dia 13/03, no final da tarde, Ir. Gilvanir e eu fomos para a comunidade do Noviciado, na Baixa do Bonfim, aonde Ir. Geralda nos motivou a contemplar três aspectos do Seráfico Pai São Francisco e da vida franciscana: a misericórdia, a ternura e o vigor. Foi uma oportunidade de confirmar com Edith Stein “a vida interior é a fonte mais profunda e mais pura da alegria”. Sou grata por sermos Irmãs franciscanas e da misericórdia: mulheres chamadas a viver no vigor do espírito e na ternura o chamado do Cristo que se fez obediente até a morte de cruz.

Para a cerimônia, no dia 16/03, nossa Casa Maria Teresa recebeu mais ou menos 250 pessoas das Paróquias do Engenho Velho da Federação, Boa Viagem, Simões Filho, Governador Mangabeira, e Muritiba. Também algumas Religiosas e as Consagradas do Caminho do Discipulado, as Irmãs de Ir. Ulrika. Além dos familiares de Ir. Gilvanir e de meu irmão Ronaldo com a esposa, Rose. Igualmente, nossos funcionários, de Salvador e Mangabeira.

Nosso jardim se tornou uma grande capela, muito bem arrumada, por nossas Irmãs, com amor e generosidade. A Missa presidida por Dom Gilson e concelebrada pelos Padres Lázaro Muniz, Paulo Bitencout, Elton Santana, Leonel Gomes da Silva e Adriano Pighetti, Jesuítas, foi marcada pela participação orante do povo presente.

Em sua homilia, Dom Gilson nos lembrou: devemos ter a Palavra de Deus como um presente; o seguimento da justiça de Deus, o fazer o bem, sempre atrai a violência dos que se acostumaram ao mal e ao exercício equivocado do poder. Foi assim com o profeta Jeremias e com Jesus, o justo e é assim, no nosso tempo, sempre que levantamos a voz profeticamente contra as injustiças; a vida consagrada é a radicalização do Batismo pela vivência dos conselhos evangélicos da Pobreza, Castidade e Obediência; estes votos não são um aniquilamento da pessoa, mas um tornar-se livre para mais amar e servir; nossa sociedade, marcada pelo efêmero e o passageiro, não pode entender a decisão de entregar a vida ao Senhor em definitivo, e isto só é possível através de uma experiência profunda do chamado e do amor do Cristo. Finalizando, Dom Gilson nos desejou coragem na caminhada e atenção às palavras da Madre Teresa “sede gratas pela graça da vocação”, pois a raiz da felicidade está aí, na gratidão aos dons recebidos de Deus. Também ressaltou e agradeceu a comunhão das Irmãs de Caridade da Santa Cruz nos eventos da Igreja local, manifestada na presença visível nos acontecimentos arquidiocesanos.

Para completar, é bonito de saber que no Parque Estoril, na Cidade de Nova Iguaçu-RJ, a comunidade se reuniu neste mesmo dia e horário para rezar por nós. Algumas de nossas Irmãs estavam presentes.     

Da celebração e de tudo que a cercou guardo muitos sentimentos, o mais forte deles Deus é bom demais para mim. Ele não se deixa vencer em generosidade e sempre de novo realiza meus menores e mais bobos desejos. O que disse em meus agradecimentos, repito aos que não estavam fisicamente aqui: em mim Deus cumpriu a Palavra que diz: quem deixar pai, mãe e irmãos por mim os encontrará, ainda nesta vida. De mim nada foi tirado, tudo foi dado em trinta e até cem vezes mais. Por isso, digo a todos os que estavam envolvidos direta ou indiretamente: muito, muito, muito... obrigada.

Fraternalmente, Ir. Rosângela Maria 

Festa de Nossa Senhora do Ó, 18 de dezembro de 2013.

 

Comentários

Rui Gileno em 06/01/2014 12:58:27
Parabéns Irmã por tudo e por qualquer coisa, para a senhora sempre o melhor. E que os nossos corações nunca se afaste de Deus. O nosso pai de infinita bondade.

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