Nova Experiência no Amazonas

Publicado em 11/07/2019 às 11h40

No mês de Agosto de 2017 o nosso Vicariato recebeu um apelo missionário de Dom José Ionilton, recém nomeado Bispo da Prelazia de Itacoatiara /AM, para viver aí uma presença missionária. 

No dia 21 de fevereiro 2018, Ir. Beatriz Corina dos Santos e eu, Ir. Geralda Kunz, chegamos em Manaus e no dia 22 de março fomos acolhidas na comunidade São Sebastião em Itapeaçu, Paróquia de Urucurituba/AM. A primeira tarefa nossa era conhecer a nova realidade, tentar entender a maneira de pensar e agir do povo amazonense. Nós nos decidimos por “um trabalho de construção de baixo”. Durante os primeiros meses participamos de três viagens missionárias para conhecer as comunidades mais distantes, na maioria ribeirinhas. Com uma lancha precisamos quase três horas para chegar no primeiro lugar, Urucurazinho. No dia seguinte seguimos viagem para Igarapé do Mato e Sumaúma. A comunidade menor que visitamos tem somente seis famílias que tem origem africana (Quilombolas).  Edna, uma senhora de 90 anos, é a matriarca da família. Ela vive com seu filho Fernando que foi, tempos atrás, atacado por um jacaré e quase perdeu uma das pernas. Edna nos contou muito da cultura e da vivência das famílias. Eles moram num espaço pequeno, criam alguns animais, pescam e nos anos de muita chuva precisam sair para um terra mais firme. Quando voltam no mês de agosto encontram as casas danificadas, as vezes destruídas. As Comunidades de Base tem 15, 12 ou menos famílias. Em geral as pessoas são parentes. As famílias vivem da pesca, mandioca e outras raízes e frutas. A comida principal é peixe, farinha e arroz. Experimentamos muita acolhida e hospitalidade.  

Na busca de conhecimento do povo, sua cultura, seus costumes e crenças, percebemos que o povo amazonense tem uma alma festiva, que se expressa na dança, na música, nas festas populares, civis e festas dos padroeiros.

As comunidades ribeirinhas passam por duas épocas ao decorrer do ano: De janeiro a junho é tempo de muita e demorada chuva. A água dos rios sobem; as vezes acontecem enchentes. De julho a dezembro tem pouca chuva e aumenta o calor. Os rios baixam o nível da água e o acesso as comunidades é dificultado.

Sentimos que o povo é sedento de formação religiosa mais profunda, embora já exista um trabalho em conjunto com os grupos existentes na paróquia. Com alegria nos dispomos a colaborar lá onde percebemos ser a vontade de Deus. Assim, a nova experiência está sendo muito rica e desafiante. A natureza exuberante nos encanta e nos ajuda experimentar a beleza e grandeza de Deus.

Enviar comentário

voltar para Informativo

left show bds b02s fsN normalcase tsY fwB|show tsN left fwB|left show fwB|b04 bsd|||news login c10 fwB fsN|normalcase uppercase fwB c10|c10 fwB|login news normalcase uppercase fwB c10|tsN normalcase uppercase c10 fwB|normalcase uppercase c10|content-inner||