Missão no Haiti

Publicado em 04/10/2014 às 20h25

Eu vi a miséria do meu povo no Egito e ouvi o clamor que lhe arrancam seus opressores.  Ex 3,7

No momento, o povo de Haiti é o símbolo do extremo sofrimento e da privação de tudo que favorece o mínimo para a vida. Diante desta realidade, os representantes do Hospital São Francisco na Providência de Deus – RJ promoveram campanha e partilha de alimentos e medicamentos para este povo, que passa por muitas angústias e só pela graça de Deus ainda resiste na esperança, certos de que o Senhor escuta o seu grito pela vida.

A distribuição dos donativos no Haiti foi realizada, entre outros, pelo Frei Afonso, Franciscano na Providência de Deus e Irmã Maria Quirino, Irmã de Caridade da Santa Cruz, que somaram forças com a CNBB, CRB e outras entidades caritativas e também o Exército Brasileiro, visando salvar vidas e amenizar a dor.

Sobre a experiência naquelas terras, Irmã Maria Quirino escreveu:

“As mulheres, homens, jovens e crianças andam o dia todo, com bacia na cabeça, vendendo alguma coisa e outros procurando algo no lixo para sobreviverem. Mais de 80% da população vive, anda e dorme nas ruas e valões de esgoto, no meio do lixo, partilhando o espaço com porcos, cabritos e outros animais. As crianças, os jovens, as mães e os pais que chegam aqui em busca de alimento, consultas e medicamentos são pessoas que não tem nada, nada para comer. Aqui o mais gritante é a FOME; as pessoas morrem mais por falta de alimento do que por algum tipo de doença.

No atendimento ao povo, o pensamento de Frei Theodósio, nosso Fundador, tem me acompanhado todos os dias: “Preciso de Irmãs que entendam a cruz”.

Por isso, agradeço a Deus pela oportunidade de poder estar nesta missão, experimentando e percebendo que o nosso carisma é sempre atual. Entender a cruz é ser hoje um Cireneu, ajudar o irmão sofredor a carregar a cruz dele, levar a ele o alimento do corpo e da alma.

O Papa Francisco diz que “é necessário tocar a carne de Cristo sofredor no irmão de hoje''. Este apelo do nosso Papa é muito real aqui no Haiti, pois temos não somente a oportunidade de tocar no sofrimento, mas ajudá-los a amenizar suas cruzes, que são tantas.”

 

                                                           Porto Príncipe – Haiti, Irmã Maria Quirino

 

 

 

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