Informativo

Curso de Terapia Comunitária Interativa

Publicado em 11/07/2019 às 11h47

"Quando a boca cala, os órgãos falam; quando a boca fala, os órgãos saram"

"Cuidar é a arte de promover os valores da vida que transcendem a toda e qualquer limitação humana,”

 

A Terapia Comunitária Integrativa (TCI) é uma abordagem em grupo com a finalidade de promover a atenção primária em saúde mental. É um espaço de partilha do sofrimento e descobertas, privilegiando o saber e a competência do indivíduo. Baseado no conceito de redes solidárias, tem sido apresentada como uma ferramenta ativa no cuidado com o sujeito e seus conflitos individuais, familiares e comunitários. Esse curso é reconhecido pela ABRATECOM- Assoc. Brasileira de Terapia Comunitária. 

O Público Alvo, homens e mulheres: Profissionais das diversas áreas, psicólogos, médicos, religiosos, psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas, agentes comunitários de saúde, educadores, lideranças comunitárias e estudantes a partir de 21 anos  de idade. Não é exigido nenhuma capacitação anterior.

Já, o Curso "Cuidando do Cuidador", também conhecido com Curso de Formação de Multiplicadores do Programa de terapia comunitária, resgate da Auto-estima na Comunidade, é uma extensão do curso de Medicina Social da Universidade Federal do Ceará e consiste em um conjunto de dinâmicas vivenciais, como metodologias de autoconhecimento, que incluem elementos da cultura, com atividades físicas corporais, relaxamento e visualização criativa. Este pocedimento foi desenvolvido pelo professor Adalberto Barreto, doutor em Psiquiatria e Antropologia, visando criar um espaço onde os profissionais possam refletir sobre uma forma de cuidado consigo mesmo e o impacto que isso pode gerar para sua carreira.

Através das dinâmicas Vivenciais propõem-se uma reflexão sobre os seis pilares da auto estima, segundo Nathaniel Branden, que são: Viver conscientemente, Auto-aceitação, Auto-responsabilidade, Auto-afirmação, Intencionalidade e Integridade pessoal.

  Nós  na comunidade paroquial de G.Mangabeira  fazemos já dois anos essa experiência que levantou muitas vidas e deu novo ânimo na caminhada humano/espiritual. O curso é uma Bênção para todos nós e somos gratos a Deus e toda a Equipe que se coloca a disposição para nos ajudar. Irmã Ana Helena  do Vale.

 

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Nova Experiência no Amazonas

Publicado em 11/07/2019 às 11h40

No mês de Agosto de 2017 o nosso Vicariato recebeu um apelo missionário de Dom José Ionilton, recém nomeado Bispo da Prelazia de Itacoatiara /AM, para viver aí uma presença missionária. 

No dia 21 de fevereiro 2018, Ir. Beatriz Corina dos Santos e eu, Ir. Geralda Kunz, chegamos em Manaus e no dia 22 de março fomos acolhidas na comunidade São Sebastião em Itapeaçu, Paróquia de Urucurituba/AM. A primeira tarefa nossa era conhecer a nova realidade, tentar entender a maneira de pensar e agir do povo amazonense. Nós nos decidimos por “um trabalho de construção de baixo”. Durante os primeiros meses participamos de três viagens missionárias para conhecer as comunidades mais distantes, na maioria ribeirinhas. Com uma lancha precisamos quase três horas para chegar no primeiro lugar, Urucurazinho. No dia seguinte seguimos viagem para Igarapé do Mato e Sumaúma. A comunidade menor que visitamos tem somente seis famílias que tem origem africana (Quilombolas).  Edna, uma senhora de 90 anos, é a matriarca da família. Ela vive com seu filho Fernando que foi, tempos atrás, atacado por um jacaré e quase perdeu uma das pernas. Edna nos contou muito da cultura e da vivência das famílias. Eles moram num espaço pequeno, criam alguns animais, pescam e nos anos de muita chuva precisam sair para um terra mais firme. Quando voltam no mês de agosto encontram as casas danificadas, as vezes destruídas. As Comunidades de Base tem 15, 12 ou menos famílias. Em geral as pessoas são parentes. As famílias vivem da pesca, mandioca e outras raízes e frutas. A comida principal é peixe, farinha e arroz. Experimentamos muita acolhida e hospitalidade.  

Na busca de conhecimento do povo, sua cultura, seus costumes e crenças, percebemos que o povo amazonense tem uma alma festiva, que se expressa na dança, na música, nas festas populares, civis e festas dos padroeiros.

As comunidades ribeirinhas passam por duas épocas ao decorrer do ano: De janeiro a junho é tempo de muita e demorada chuva. A água dos rios sobem; as vezes acontecem enchentes. De julho a dezembro tem pouca chuva e aumenta o calor. Os rios baixam o nível da água e o acesso as comunidades é dificultado.

Sentimos que o povo é sedento de formação religiosa mais profunda, embora já exista um trabalho em conjunto com os grupos existentes na paróquia. Com alegria nos dispomos a colaborar lá onde percebemos ser a vontade de Deus. Assim, a nova experiência está sendo muito rica e desafiante. A natureza exuberante nos encanta e nos ajuda experimentar a beleza e grandeza de Deus.

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Ir. Aquino

Publicado em 15/05/2019 às 15h12

Inspirada no nosso fundador Frei Teodósio Fiorentini que dizia “Eu queria fundar uma Congregação que se adaptasse á qualquer lugar e que em qualquer lugar fosse aceita e que pudesse inserir em todas as situações”. Eu recebei o privilégio de ir ao encontro das pessoas nas periferias existenciais, mais precisamente, em pessoas de situação de rua, os nossos irmãos encarcerados e da realidade dos sobreviventes nos lixões em Duque de Caxias. Uma realidade de sofrimento e cruz, mas aonde a gente pode ofertar de alguma maneira algo da força da ressurreição.

Esse trabalho é especial para mim, porque nele, mesmo estando cansada, eu encontro a maneira de refazer as forças. Com eles eu ganho força, eles me ajudam a viver minha vocação, através deles, eu aprendo a ser gente, a ser mais humana, é um trabalho que dos dois lados tem ganhos. Para eles, para mim, para congregação e para o mundo.

 

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Sara

Publicado em 22/04/2019 às 10h41

Quando uma jovem participa de um grupo Vocacional, chega o tempo em que ela, após o Discernimento, percebe em que caminho Deus à chama. Assim aconteceu com nossa Sara, que percebeu ser chamada para a vida religiosa consagrada. Sua comunidade de origem, com grande alegria, celebrou no último dia, 14 de fevereiro, uma missa de Envio, e lá, o Padre Juraci Gomes cantou para ela no inicio da missa um canto especial que dizia "O Pai conhece bem melhor o que lhe convém, pois ele à encontrou". Nesta mesma missa, ele falou ainda da importância da presença de Sara na comunidade. A jovem de 21 anos que com garra, foi catequista, assumiu a coordenação da Liturgia e da Pastoral da Juventude.

No dia seguinte, a família de Sara deu o próximo passo para este caminho, conduziu a jovem até a comunidade do Convento que a recebeu. Naquele dia, além de rezarem juntos, tomarem um lanche, a família ficou conhecendo o lugar aonde Sara dará os primeiros passos na caminhada da vida religiosa consagrada.

 

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“Seduziste-me Senhor e eu me deixei seduzir.”

Publicado em 11/04/2019 às 09h17

No feliz dia 17 de fevereiro de 2019 fui admitida para o sagrado tempo do noviciado. Tempo de intimidade e configuração com o Amado, de recolhimento e profunda oração, de silêncio e entrega, desejo e confirmação, morte e nascimento para uma nova vida. Foi um dia de grande alegria e jubilo junto às Irmãs das comunidades Madre Maria Tereza, Irmã Zdenka e Frei Teodósio. Também as jovens do grupo Despertar Vocacional, algumas vizinhas e amigas chegaram para celebrar. Almoçamos juntas e convivemos fraternalmente, e às 16 horas no nosso quintal, junto à natureza, num clima bem franciscano, iniciou-se a celebração da Santa Missa que foi belissimamente presidida por Padre Gil Peixinho (que se dispôs a almoçar e passar toda a tarde conosco). Logo após, foram servidos salgadinhos, bolo e suco. Foi mesmo uma festa de noivado. Meu coração era repleto de alegria e gratidão: a Deus, pelo dom da vida, pela caminhada feita com Ele até aqui, por me receber como sua noiva, e não por merecimento mas por sua infinita misericórdia, me conceder a graça da vocação; a meus pais que acolheram minha vida, zelou por ela e plantou  em meu coração a semente da fé, permitindo que eu conhecesse o Deus que hoje amo; Gratidão à vocês irmãs que na pessoa de Ir. Cláudia Regina dos Santos me acolheu nesta família religiosa, me ensinando o modo de vida das Irmãs de Caridade da Santa Cruz e me ajudando  a seguir as pegadas do crucificado ressuscitado; Gratidão a  todas que se fizeram presentes,  ligaram, escreveram, mandaram abraços, e acompanharam na oração; Gratidão por todos os sinais amorosos que recebi e a todas que se doaram para que tudo neste dia fosse especial.

Peço vossas orações para que eu possa viver com intensidade e alegria este tempo de graça com o Senhor. A todas o meu abraço de louvor e gratidão.

 

 Ir. Iasmim dos Santos Gonçalves

 “Por tudo dai graças.”

 

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Maria, Mãe de Jesus e Mãe do povo!

Publicado em 25/10/2014 às 22h36

Nesse mês Mariano, mês de especial devoção a Maria, experimentei em umas comunidades, um pouco da alma devota do povo Mangabeirense, que entendeu como chegar a Jesus, carregado pelas mãos delicadas da Mãe, que ELE mesmo nos deu, ao pé da Cruz.

Nossa Senhora, Mãe de Jesus e Mãe do povo, sempre junto com seus filhos na sua dolorosa caminhada. Ela faz com que em nossas orações possamos experimentá-la como suave toque nas feridas, abrandando a dor; escutando o choro e os anseios. Maria é sempre uma presença de esperança de que o amanhã será melhor. É a confiança na vitória do bem, da Palavra e da Promessa do Senhor.

No âmago da alma deste povo está a certeza de que Nossa Senhora intercede a Deus, que é Amor. Por isso, é bonito de ver as mulheres que com toda reverência e afeto incensam a imagem de Maria e o povo presente, na certeza de que suas orações estão tocando o coração de Deus.

Também emocionam as orações das jaculatórias rezadas espontaneamente pelo povo que se coloca por inteiro diante do Pai amoroso, confiando que este não nos deixa sozinhos na caminhada:

“ O Maria, Mãe do  nosso povo Brasileiro, Mãe nossa, aqui estão os teus filhos  e filhas, louvando contigo o Pai, por Ele te ter dado a nós. Pai Nosso.....

Ó Maria, Mãe do Salvador, perecemos esmagados de tanta dor, salve-nos.  Ave Maria cheia de graças...

Ó Mãe, nossos filhos estão sendo mortos ainda muito jovens e nem temos mais lágrimas para derramar por eles.  Santa Maria Mãe de Deus...

Ó Maria fostes ao encontro de Isabel, do casal necessitado.  São tantos que precisam de nós, mas temos medo, medo do assalto, da morte, medo das incertezas.   

Maria, Mãe dos caminhantes, ensina-nos a caminhar, nós todos somos viandantes, mas é difícil sempre andar."

Grata por tanto testemunho, rezo com este povo santo: Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito que nos cobre com o seu manto de fortaleza, de fé e de amor. Amém!

Irmã Beatriz Krstacic

 Governador Mangabeira, outubro de 2014.

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Missão no Haiti

Publicado em 04/10/2014 às 20h25

Eu vi a miséria do meu povo no Egito e ouvi o clamor que lhe arrancam seus opressores.  Ex 3,7

No momento, o povo de Haiti é o símbolo do extremo sofrimento e da privação de tudo que favorece o mínimo para a vida. Diante desta realidade, os representantes do Hospital São Francisco na Providência de Deus – RJ promoveram campanha e partilha de alimentos e medicamentos para este povo, que passa por muitas angústias e só pela graça de Deus ainda resiste na esperança, certos de que o Senhor escuta o seu grito pela vida.

A distribuição dos donativos no Haiti foi realizada, entre outros, pelo Frei Afonso, Franciscano na Providência de Deus e Irmã Maria Quirino, Irmã de Caridade da Santa Cruz, que somaram forças com a CNBB, CRB e outras entidades caritativas e também o Exército Brasileiro, visando salvar vidas e amenizar a dor.

Sobre a experiência naquelas terras, Irmã Maria Quirino escreveu:

“As mulheres, homens, jovens e crianças andam o dia todo, com bacia na cabeça, vendendo alguma coisa e outros procurando algo no lixo para sobreviverem. Mais de 80% da população vive, anda e dorme nas ruas e valões de esgoto, no meio do lixo, partilhando o espaço com porcos, cabritos e outros animais. As crianças, os jovens, as mães e os pais que chegam aqui em busca de alimento, consultas e medicamentos são pessoas que não tem nada, nada para comer. Aqui o mais gritante é a FOME; as pessoas morrem mais por falta de alimento do que por algum tipo de doença.

No atendimento ao povo, o pensamento de Frei Theodósio, nosso Fundador, tem me acompanhado todos os dias: “Preciso de Irmãs que entendam a cruz”.

Por isso, agradeço a Deus pela oportunidade de poder estar nesta missão, experimentando e percebendo que o nosso carisma é sempre atual. Entender a cruz é ser hoje um Cireneu, ajudar o irmão sofredor a carregar a cruz dele, levar a ele o alimento do corpo e da alma.

O Papa Francisco diz que “é necessário tocar a carne de Cristo sofredor no irmão de hoje''. Este apelo do nosso Papa é muito real aqui no Haiti, pois temos não somente a oportunidade de tocar no sofrimento, mas ajudá-los a amenizar suas cruzes, que são tantas.”

 

                                                           Porto Príncipe – Haiti, Irmã Maria Quirino

 

 

 

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A Palavra de Deus em nossa vida

Publicado em 20/09/2014 às 20h45

O mês de setembro é especialmente dedicado à Palavra de Deus. Ai de nós se nos faltasse este grande tesouro na nossa caminhada nesta terra árida. Ele é o nosso maior sustento, além da Santíssima Eucaristia. Aliás, Jesus se torna presente na Eucaristia pela sua própria palavra. Estas palavras que Jesus pronunciou na Última Ceia são as mesmas que transformam o pão e vinho e que são pronunciadas pelo sacerdote na Santa Missa. Em todos os sacramentos recebemos as grandes riquezas da nossa fé pela Palavra de Deus, motivo de grande alegria e gratidão.

Como é importante conhecermos sempre melhor o que a Bíblia quer nos ensinar. Vejo nos grupos bíblicos um meio eficaz para isto. Vale a pena o esforço de sair de casa e juntos com os vizinhos e outras pessoas refletir e orar com a Palavra de Deus. É impressionante como as pessoas mais simples, sabem colocar no seu dia a dia as mensagens que descobriram no grupo, e como é bom aos poucos se sentir uma família, cujos membros se apoiam e às vezes lutam para conseguir algo melhor na comunidade.

Graças a Deus existem muitos grupos bíblicos no nosso grande Brasil, transformando muitas pessoas em melhores e mais felizes seguidores de Jesus.

Irmã Sandra Derungs, animadora de círculos bíblicos.

 

 

 

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Estamos em Capítulo Geral

Publicado em 16/07/2014 às 15h56

Nossa Congregação está reunida, de 07 de julho a 07 de agosto, na Casa Mãe, em Ingenbohl-Suíça, para o 22º Capítulo Geral, cujo tema é “Viver em diálogo”. O Capítulo é a instância máxima orientadora e deliberativa do Instituto, mas é antes e acima de tudo:

  • um sinal de unidade na diversidade.  58 Irmãs dos quatro continentes (todos exceto Oceania), na diversidade de suas línguas e culturas, estão reunidas para refletirem e ouvirem a Deus, sobre nosso modo de viver o carisma das Irmãs de Caridade da Santa Cruz;
  • uma escuta em comum do Espírito Santo sobre o Carisma dos Fundadores. Em cada lugar onde estamos, tentamos de viver este legado de Madre Teresa e de Frei Teodósio: a necessidade do tempo é a vontade de Deus. E para isto devemos sempre de novo ouví-Lo. Para qual necessidade somos enviadas, hoje? O que Ele quer de nós para o futuro?
  • Uma conversão de nossas vidas para o Senhor. Não só porque o Capítulo é precedido por um retiro, mas especialmente, porque em todo tempo, cada capitular, imbuída pela escuta profunda da Palavra de Deus,  quer, com sua vida e sentido mais profundo, chegar mais perto da vontade Dele, para ela mesma, para o grupo que está representando, sua Província ou Vicariato, e para a Congregação como um todo;
  • é celebração do Mistério Pascal. O Ressuscitado quer fazer de nós, mulheres frágeis, pessoas novas para um novo tempo.

Assim, pedimos a todos que nos querem bem a comunhão de oração, para que a vontade de Deus se faça em nós e através de nós.

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Jubileu de Ouro das Irmãs Laurência, Martha e Maris Stella

Publicado em 26/04/2014 às 21h59

Na quarta-feira, dia 16 de abril, celebramos na Casa Maria Teresa em Salvador o Jubileu de Ouro de Vida Consagrada das Irmãs Martha Frei, Maris Stella Rigo e Laurência Merz. A missa em ação de graças foi presidida por Dom Gilson Andrade da Silva, Bispo Auxiliar, e concelebrada com Dom Marco Eugênio Galrão Leite de Almeida, Bispo Auxiliar e responsável pela Vida Consagrada na Arquidiocese, e Pe. Jair Arlêgo Carvalho Junior. Participaram muitas irmãs nossas e algumas irmãs amigas da vizinhança e três seminaristas. Ir. Madalena deu as boas vindas e nos motivou para entrar nesta festa com júbilo e gratidão.

No almoço gostoso partilhamos muitas experiências, a amizade se confirmou e depois voltamos para as nossas casas.

Ir. Martha celebrará o Jubileu no dia 17 de maio na Casa Mãe e Ir. Maris Stella no dia 15 de junho em Arco (Trento), Província de origem dela.                                                                                       

 Ir. Laurência fica aqui em Salvador por motivo de saúde e partilha conosco a experiência dela:

 

Jubileu de Ouro    16-04-2014

Um Jubileu de Ouro de Vida Consagrada é motivo de celebrar juntos e juntas o nosso Deus que por sua bondade e ternura aceitou 50 anos atrás o SIM de uma jovem e caminhou junto com ela ao longo desses anos todos. Um Jubileu de Ouro é motivo também de olhar para traz e perceber a fidelidade de Deus que se fez homem no meio dos pobres, caminhando e fazendo o bem. O olhar para frente é iluminado pela esperança e fidelidade amorosa.

Nasci em Einsiedeln, na Suiça, num dia alegre de Carnaval. Recebi na minha família muitos dons e sobretudo o gosto de ajudar aos mais necessitados. Todo ambiente religioso e cultural do Mosteiro Milenar dos Beneditinos de Einsiedeln, Santuário Nacional de Nossa Senhora Negra, me marcou por uma vida toda. Lá percebi como Deus me atraiu através do testemunho das Irmãs de Caridade da Santa Cruz que assumiram os trabalhos e serviços nas casas municipais dos Órfãos, dos Pobres e indigentes e dos doentes. Naquele tempo cresceu em mim, no silêncio do coração e na oração, o desejo de me tornar uma delas. Após uns anos de estudo e trabalho para ganhar o pão do dia a dia entrei no Convento. Lá seguia o tempo de formação religiosa e no dia 16-04-1964 podia dar o meu SIM no Instituto das Irmãs de Caridade da Santa Cruz, na Casa Mãe, em Ingenbohl/Suiça. Nos anos depois da formação profissional lecionei oito anos no nosso Colégio, isso até receber o Sim para a missão no Brasil. Parti e cheguei aqui no dia 11 de maio de 1976.

Olhando hoje o tempo que passou, posso cantar aquele canto antigo: “... desfilam rostos, desfilam prantos...” e quero acrescentar: desfilam alegrias, dias felizes e gratificantes, cheios de experiências de Deus. Aquele SIM, dado “em branco”, se tornou pela graça de Deus uma única experiência de Deus. Ao longo desses 50 anos ELE se revelou para mim no meio dos pobres como aquele Apaixonado, do qual fala o Cântico dos Cânticos. Ele “gravou o seu selo no meu coração e as águas da torrente jamais poderão apagar o amor” (Ct 8,6-7).

E se um dia me falarão, como perguntaram a Dom Pedro Casaldaliga:

“E tu viveste? amaste? 

E eu, na gratidão pelos 50 anos de Vida Consagrada como Irmã de Caridade da Santa Cruz, faria como ele:  sem dizer nada, “abrirei o coração, cheio de nomes!”

Ir. Laurencia Merz

 

 

 

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