Madre Maria Teresa Scherer

Introdução

Madre Maria Teresa, mulher de forte senso de justiça e caridade cristã. Ainda adolescente ingressou na Associação das Filhas de Maria e na Ordem Terceira Secular de São Francisco. Aos dezenove anos decidiu ingressar na nascente Congregação, que Frei Teodósio Florentini estava fundando, as Irmãs do Ensino de Menzingen. Mais tarde com a divisão da Congregação em dois ramos, ela aderiu as Irmãs de Caridade da Santa Cruz, sendo a primeira Madre Geral deste ramo. Junto com suas Irmãs assumiu inúmeras obras sociais e faleceu em 16/06/1888, com fama de santidade.

 

 Um pouco da vida da mãe dos pobres

Madre Maria Teresa, nasceu em 30/10/1825, em Meggem, Suíça. Seus pais eram humildes camponeses e bons cristãos. Foi batizada com o nome de Anna Maria Catarina.  Desde a primeira infância a mão divina a guiou em todos os acontecimentos: os sofridos e os alegres. Aos sete anos ficou órfã de pai, indo viver com os tios maternos, dos quais um era seu padrinho.

Aos dezesseis anos foi enviada pela mãe para ajudar nos trabalhos do Hospital Regional de Lucerna. O início ali, foi muito difícil para a jovem cheia de espontaneidade, contudo, mais tarde, sobre aquela época, ela escreveu “a graça venceu”. Entrou para a Associação das Filhas de Maria e depois para a Ordem Terceira Secular de São Francisco, em seu tempo, um prodígio, para alguém daquela idade.

Em uma peregrinação para Einsiedeln, descobre sua vocação: sente-se chamada a seguir o Cristo Pobre, Casto e Obediente. Assim, em 01/03/1845, a jovem alegre e determinada entra na comunidade das Irmãs do Ensino de Menzingen, fundada pouco tempo antes pelo Capuchinho Frei Teodósio Florentini. A decisão pela jovem Congregação, que pouco depois teria as Constituições aprovadas pelo Bispo de Coira, chegou depois de uma conversa com seu confessor.

 A comunidade que recebeu a jovem Catarina era formada pelas Irmãs Bernarda, a Superiora, Cornélia, a responsável das candidatas e Feliciana. De Frei Teodósio, ela recebeu as vestes de noviça no dia 06/06/1845 e no dia 27 do mesmo mês a Superiora, Ir. Bernarda deu-lhe o novo nome, passando então a chamar-se, Irmã Maria Teresa. Esta mudança de nome era uma forma de indicar a nova vida recebida no seguimento de Cristo. Daqui em diante, sempre de novo buscará em sua vida ser nova criatura, renascida para o Senhor que a chama ao seguimento radical Dele.  

Os primeiros Votos foram marcados por Frei Teodósio, para o dia 27/10/1845 e foram feitos no Convento das Irmãs Cistercienses de Wurmsbach, na Diocese de Coira. Ela com as outras quatro companheiras foram para lá à pé, levando consigo os hábitos, e os véus recém preparados, além do manuscrito da fórmula de Profissão. Quando a cerimônia terminou Ir. Maria Teresa recebeu sua primeira missão: deveria ir para Galgenen com Ir. Feliciana. Lá iria dar aulas nas classes primárias.

Em 1850, Frei Teodósio a chama para o orfanato e asilo de pobres em Näfels. Aqui, ela é chamada pela primeira vez de mãe dos pobres.  Ir. Maria Teresa fazia muito bem cada trabalho que lhe era confiado, por isso Frei Teodósio a coloca como responsável num hospital em Coira, o Planaterra. Era o ano de 1852.

Em 1856, por decisão episcopal o Instituto das Irmãs do Ensino de Menzingem é divido e surge um novo ramo, as Irmãs de Caridade da Santa Cruz. Após intensa oração e muita reflexão, ela toma sua decisão, colocando-se a serviço dos pobres e doentes e se torna a primeira Madre Geral das Irmãs de Caridade da Santa Cruz. 

 

 

Para as Irmãs, Madre Maria Teresa foi sempre mãe e guia, para os pobres e sofredores uma fiel companheira.

Após a morte inesperada do Fundador assumiu com coragem e energia o Instituto com suas obras sociais: escolas, asilos para deficientes, orfantaos, casas para  idosos e fábricas. Além das dívidas oriundas dos empreendimentos assumidos pelo Frei.

 Mantendo sempre a esperança e a fé, ela morreu em 16/06/1888, em Ingenbohl, com fama de santidade, após um sofrimento doloroso, assumido com paciência.  Em 29/10/1995, o Papa João Paulo II declarou Madre Maria Teresa, Bem Aventurada, mãe dos pobres. Incontáveis são as pessoas que a invocam cheias de confiança e que pela intercessão dela alcançam graças, recebendo novo ânimo e ajuda.

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